Carlos Roberto Giublin ministrou palestra sobre pavimento de concreto no auditório do Centro Administrativo São Sebastião (CASS) - Foto: Mariana Magro
A Secretaria Municipal de Infraestrutura realizou, nesta segunda-feira (13/04), o curso “Manutenção de Pavimento de Concreto: Metodologias e Critérios para a Maximização do Ciclo de Vida Útil”, reunindo técnicos, engenheiros e profissionais da área de infraestrutura no auditório do Centro Administrativo São Sebastião (CASS), na Cidade Nova. Promovida em parceria com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e ministrada pelo engenheiro civil Carlos Roberto Giublin, a capacitação destacou as características do pavimento de concreto, como a alta durabilidade e a menor necessidade de intervenções frequentes ao longo do tempo, fatores que tendem a torná-lo uma solução mais econômica e sustentável para a malha viária.
Estudos apontam que a solução em concreto pode reduzir em até 75% os custos ao longo do tempo, comparada a outras alternativas, especialmente em vias com tráfego intenso. Essa economia está associada à menor frequência de obras, o que também contribui para reduzir o consumo de materiais e os impactos gerados na operação das estradas. Nesse contexto, o curso foi estruturado para qualificar as equipes técnicas e disseminar práticas mais eficientes de conservação. Ao longo da programação, os participantes tiveram acesso a conteúdos voltados à avaliação das condições de pavimento, identificação de patologias e definição de estratégias de intervenção, fundamentais para prolongar a vida útil das estruturas.

Durante a capacitação, foram apresentados estudos de caso com situações reais enfrentadas na manutenção de pavimento de concreto, promovendo a troca de experiências entre os participantes. Entre os problemas mais comuns discutidos estiveram o surgimento de fissuras e trincas, falhas em juntas, desgaste superficial e perda de suporte da base, muitas vezes associados à infiltração de água. Para cada cenário, foram debatidas soluções técnicas como a selagem adequada das juntas, recomposição total ou parcial de placas danificadas, reabilitação estrutural de trechos comprometidos e melhorias nos sistemas de drenagem, garantindo maior eficiência e durabilidade às intervenções.
Carlos Roberto Giublin destacou a importância da capacitação contínua para o aprimoramento das intervenções urbanas. “O pavimento de concreto é uma realidade consolidada nas principais cidades do mundo, sobretudo em corredores estratégicos. Quando falamos em manutenção adequada, estamos falando de ganhos em durabilidade e, principalmente, qualidade para quem utiliza essas vias diariamente”, afirmou.

No Rio de Janeiro, esse modelo de pavimento já vem sendo aplicado em importantes intervenções de mobilidade. Um exemplo é a requalificação do corredor Transoeste, concluída em 2023, que contou com a reconstrução de aproximadamente 31 quilômetros de calha em concreto. O trecho recuperado vai do Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, até o Terminal Pingo D’Água, em Guaratiba, atravessando a Grota Funda, consolidando uma solução mais resistente e adequada ao tráfego intenso do sistema BRT. Nos demais corredores do sistema, a calha já havia sido implantada em concreto desde a sua construção, justamente pela necessidade de suportar cargas elevadas e operação contínua.
Também presente ao evento, Eduardo D’Avila, gerente regional Rio de Janeiro/Espírito Santo da ABCP, destacou os benefícios do pavimento de concreto em relação à eficiência energética urbana. “Estudos já demonstraram redução de até 30% no consumo de energia elétrica em uma cidade, além de ganhos térmicos, com potencial de redução de até 5 graus Celsius na temperatura”, declarou.
Representando a Secretaria de Infraestrutura, o subsecretário Carlos Alberto dos Santos ressaltou que a qualificação técnica das equipes está diretamente ligada à melhoria dos serviços prestados à população. “Investir na capacitação dos profissionais é essencial para garantir obras mais duráveis e eficientes”, salientou.










